Casa Verde e Amarela

Privatização da Caixa pode afetar o Minha Casa Minha Vida?

A Caixa Econômica Federal é a principal instituição do nosso país parceira das iniciativas do governo federal, como é o caso do Minha Casa Minha Vida. Consiste em um banco focado nos cidadãos, sendo quem paga os benefícios trabalhistas e sociais, como Bolsa Família, FGTS e outros. Ele é muito importante para a economia do nosso país, mas o debate sobre a privatização da instituição levanta muitas dúvidas e medos, por exemplo, será que se isso realmente acontecer, o Minha Casa Minha Vida será afetado?

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Para entender melhor sobre a privatização da Caixa e como isso pode afetar o programa, é preciso ficar por dentro de todas as informações e detalhes. A seguir, descubra tudo.

A Caixa Econômica será privatizada?

O governo federal brasileiro tem o desejo de privatizar algumas empresas brasileiras, tendo criado até mesmo uma secretaria de desestatização para que se possa continuar com esse objetivo. Uma das empresas brasileiras que está na lista para ser privatizada, está a Caixa Econômica Federal.

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No entanto, recentemente, o próprio presidente do país, Jair Bolsonaro, descartou a possibilidade de a Caixa ser privatizada, pelo menos em um curto prazo. Por isso, ainda é muito incerto se isso irá acontecer e quando. Mesmo assim, milhares de brasileiros se questionam como ficaria o Minha Casa Minha Vida, caso isso viesse a acontecer.

Essa preocupação possui fundamento, afinal a Caixa é a principal responsável pelo programa, detendo cerca de 70% do crédito imobiliário e atuando em parceria com os municípios para selecionar as famílias, construir os empreendimentos, entregar as moradias e efetivar os financiamentos.

A privatização do banco pode afetar o Minha Casa Minha Vida?

A Caixa Econômica desempenha um papel fundamental com o programa, cumprindo um papel social ao contribuir para o financiamento das habitações mais baratas. Se a instituição vier a ser privatizada, a política do programa provavelmente não estaria dentro da política de atuação da rede privada.

O principal impacto seria na faixa 1 que é composta por famílias com renda mensal de até R$1,8 mil. Se a Caixa fosse vendida, o mercado imobiliário ficaria mais vulnerável às políticas privadas de lucro, e tudo aquilo voltado para as pessoas com renda mais baixa, seria desfavorecido, principalmente o acesso ao licenciamento de crédito.

Em outras palavras, os empreendimentos da faixa 1 sofreriam com cortes de recursos, afinal grande parte das construtoras parceiras do programa são subsidiadas pela União e, portanto, não teriam o mesmo apoio com a privatização.

Afinal, o programa será prejudicado?

Se a Caixa acabar realmente sendo privatizada, sim, o Minha Casa Minha Vida será prejudicado, principalmente a faixa 1. Como dito, havia corte de recursos para a construção dos empreendimentos e, portanto, talvez não houvessem tantas oportunidades ou ainda, os recursos teriam que ser buscados em outro lugar.

As demais faixas não seriam tão prejudicadas, pois não contam tanto com acesso a crédito e possuem rendas um pouco maiores.

Minha Casa Minha Vida será reformulado

O Minha Casa Minha Vida será reformulado e substituído por um novo programa que trará diversas novidades, regras, requisitos e modos de funcionamento, a fim de acabar com as fraudes, recuperar empreendimentos que ficaram abandonados com o tempo e oferecer uma infraestrutura melhor para as famílias mais necessitadas.

Esse programa não será totalmente novo, apenas trará mudanças significativas na gestão do programa habitacional para possibilitar que mais famílias pobres sejam beneficiadas. Por exemplo, a renda máxima para participar cai de R$9 mil para R$7 mil, enquanto que o limite de renda do grupo 1 se amplia para beneficiar mais famílias: passa de R$1,8 mil para R$2 mil (R$2,6 mil para as regiões norte e nordeste).

Esses são apenas alguns exemplos do que está por vir com essa atualização que deverá começar a valer mesmo em 2021, mas desde já as famílias devem começar a entender como ele funcionará.

Conheça o novo Casa Verde e Amarela

Casa Verde e Amarela será o nome do programa que substituíra o Minha Casa Minha Vida. Para apresentar mudanças e resultados, o programa atuará em três vertentes: financiamento habitacional, reformas e regularização fundiária. O objetivo é facilitar o acesso a moradia para as famílias mais pobres; ampliar e realizar melhorias nas moradias já entregues; e regularizar a situação das casas entregando toda a documentação para os proprietários, ao invés de despejá-los.

Para o programa, o governo federal continuará contando com o apoio dos municípios e das construtoras que serão as responsáveis por construir e reformar os empreendimentos garantindo que tenham toda a qualidade e a infraestrutura necessária para as famílias. Serão escolhidos terrenos mais próximos dos centros urbanos para a construção dos condomínios, para evitar que venham a ser abandonados como aconteceu com muitos.

Aqueles que acabaram ficando em situação de abandono, serão recuperados e estarão à disposição novamente do programa. Famílias que moram no imóvel, mas não possuem a documentação do mesmo, também poderão entrar com o pedido de regularização.

Casa Verde e Amarela e a Caixa Econômica

Ainda não sabemos como será a relação da Caixa Econômica Federal com esse novo programa, pois muitos detalhes ainda estão faltando e devem ser divulgados até o fim do ano. Acredita-se que a instituição continuará desempenhando uma função importantíssima, sendo a mediadora do financiamento para grande parte da população.

Caso a instituição venha a ser privatizada, o governo federal precisará estudar como ficará o novo programa, principalmente o grupo 1, que deverá ser o mais afetado. Enquanto não há uma previsão para isso acontecer, tudo que as famílias precisam fazer é se preparar para participarem do Casa Verde e Amarela.

As famílias interessadas em participar devem se certificar de se encaixarem em um dos grupos de renda e, dependendo disso, terão alguns serviços à sua disposição. As

taxas de juros com o novo programa também estarão menores, principalmente para as famílias moradoras do Norte e Nordeste do país. O governo vai focar em condições melhores para essas regiões, para permitir que mais famílias sejam beneficiadas com as iniciativas e possam melhorar de vida.

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