Casa Verde e Amarela

Casa Verde e Amarela vai criar aluguel social para famílias de baixa renda; entenda

O novo programa habitacional do governo federal brasileiro foi anunciado há alguns meses e, aos poucos, novidades sobre o seu funcionamento vão sendo anunciadas visto que o esperado é o programa começar a valer em janeiro de 2021. Entre mudanças nos grupos de renda, menores taxas de juros e condições ainda mais facilitadas para as famílias das regiões do Norte e Nordeste, há uma novidade que se destacou bastante: o novo programa poderá criar um aluguel social para famílias de baixa renda.

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Revelada no início de dezembro, ainda há muitas famílias sem entender muito bem o que será e como vai funcionar esse aluguel social. A seguir, nós trouxemos todas as informações, dá uma conferida.

Casa Verde e Amarela traz novas ações

Com o anúncio do Casa Verde e Amarela, o novo programa habitacional, a população pôde perceber que o governo brasileiro tem desenvolvido novas ações para melhorar o projeto e permitir que as famílias façam uma utilização melhor do mesmo.

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O novo programa mantém a sua proposta de permitir a construção de imóveis do zero a partir de linhas de financiamento, dessa vez muito mais em conta. Mas também traz novidades, como a possibilidade de financiar um imóvel usado, fazer a reforma ou ampliação de imóveis para que as famílias possam ter uma melhor qualidade de vida e ainda desenvolver o aluguel social para alguns grupos específicos.

As famílias brasileiras que se interessam pelo programa devem ficar de olho e tentar descobrir ao máximo sobre essas iniciativas, para que saibam como elas funcionam e assim possam se inscrever e continuar melhorando a sua vida.

Aluguel social para as famílias de baixa renda

A proposta de aluguel social é uma novidade do Casa Verde e Amarela que foi anunciada recentemente pelo governo federal, mas já está dando o que falar. O intuito é que esse aluguel social aconteça através de parcerias público privadas e conte com a participação do poder público, englobando até mesmos os municípios. O poder público, nesse caso, seria o responsável por arcar com uma parcela das taxas mensais de moradia.

O governo quer tentar selecionar alguns imóveis específicos para participar do aluguel social. Usar terrenos em posse do poder público e cede-los a uma empresa parceira para que possa construir os imóveis para a moradia. O condomínio do aluguel social será administrado também por uma imobiliária parceira e o governo será responsável por monitorar se haverá uma isenção no aluguel através de uma concessão autorizada.

De acordo com as informações que temos até o momento, poderão participar do aluguel social as pessoas com uma renda mensal de até 3 salários mínimos, mas isso pode variar de acordo com o financiamento. De modo mais prático, tais famílias terão a opção de viver de aluguel, mas pagando um valor muito mais acessível do que pagam atualmente onde residem.

O texto dessa proposta precisa ser validado pelo Ministério de Desenvolvimento Regional e só depois chegará ao presidente da república, mas o intuito é que isso aconteça até o final de dezembro para que já entre na folha orçamentária de 2021.

Casa Verde e Amarela e imóveis usados

Uma das propostas do novo programa habitacional é a possibilidade de financiar também imóveis usados. No antigo Minha Casa Minha Vida, os beneficiários tinham a opção de usar o financiamento somente para imóveis novos, mas agora isso muda. Ao contratar o financiamento, o dinheiro adquirido poderá ser usado para obter um imóvel usado, desde que este esteja em boas condições e atenda a outros requisitos impostos pelo programa.

A possibilidade abrange tanto a área urbana quanto rural e poderá gerar financiamentos mais acessíveis e baratos, visto que imóveis usados custam menos do que os novos. Para que esse tipo de financiamento seja aceito, é preciso apresentar uma série de documentos do imóvel escolhido. Mais informações devem ser reveladas pelo governo no futuro e você também poderá obter os detalhes diretamente com a Caixa Econômica Federal.

Reformas também serão possíveis no novo programa

Além da possibilidade de escolher um imóvel usado para financiar, o Casa Verde e Amarela traz novidades para quem já tem a casa própria, mas quer melhorá-la para a família. Será possível reformar ou ampliar a moradia, contando com recursos do programa.

Poderão ser realizadas reformas como quarto extra, novo banheiro, instalações hidráulicas e muito mais. Essa possibilidade será oferecida principalmente para as famílias participantes dos grupos 1 e 2 de renda, sendo necessário ter somente aquele imóvel em todo o território nacional e atender a alguns outros requisitos.

Novos grupos de renda

O programa chega também modificando as faixas de renda do antigo Minha Casa Minha Vida e ampliando as chances para determinados grupos, como é o caso da faixa 1. Entretanto, se antes essa primeira faixa não arcava com juros, isso será diferente agora. Mas o governo promete que as taxas de juros estarão mais acessíveis, principalmente para as famílias do Norte e Nordeste brasileiro.

Por falar nisso, as famílias moradoras dessas regiões podem contar com mais facilidades para o financiamento, pois de acordo com o próprio governo, tendem a ser as menos favorecidas e lidam com uma realidade diferente do restante do país. Com isso, os novos grupos de renda ficaram da seguinte maneira:

– Grupo 1: famílias com renda mensal de até R$2 mil ou de até R$2,6 mil (Norte e Nordeste);

– Grupo 2: famílias com renda mensal de até R$4 mil;

– Grupo 3: famílias com renda mensal de até R$7 mil.

As famílias do grupo 3 só poderão ter acesso ao financiamento imobiliário e contam com os juros maiores, a partir de 7%.

Casa Verde e Amarela

O novo programa entrará em vigor a partir de janeiro de 2021 e então as famílias poderão começar a se inscrever para participar de todas as suas ações. Nas próximas semanas, o governo deverá anunciar mais novidades e detalhes sobre como vai funcionar e tudo que pretende realizar com o novo programa.

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